segunda-feira, 12 de maio de 2014

Alô! A arte esteja convosco!


Alô, meu nome é Marcos Maurício. Vamos entrar no mundo da Arte! A partir de agora podemos falar de História da Arte, de arte moderna e contemporânea. Sou professor de arte, de História do design e de Estilo, além de ser artista plástico com obras em vários lugares do Brasil e exterior!
Sou também o guardião único no Brasil das idéias do venerável Prof. Dnossypervicks Swuartzer de Almeida! Para esse quadro que ilustra esse texto, o Venerável tem a seguinte observação: " Quem pintou esse quadro foi o pintor moderno espanhol Pablo Picasso. O quadro do maluco chama-se Mademoseilles D'Avignon e revolucionou a Arte daquele tempo! A luz parece emanar das próprias figuras, coisa que nenhum artista tinha feito até aquele momento" Como vocês podem perceber , o Veneravel manja muito! Com essa obra Picasso criou um verdadeiro escândalo quando foi exposta na França! As pessoas estavam acostumadas com os padrões de Arte do século XIX, embora estivessem no século XX.

CUBISMO

Pablo Picasso e Georges Braque criaram juntos o cubismo e depois viram a adesão de vários artistas a esse movimento. Os dois ilustram a criação desta corrente estética como a colaboração de dois alpinistas escalando uma montanha, onde um puxa o outro para cima e assim sucessivamente! É convencionado que o cubismo teve duas fases principais: O cubismo analítico e o cubismo sintético. No cubismo analítico impera a simultaneidade dos pontos de vista, ou seja, o artista representa um objeto que ele observa (pode ser uma pessoa, uma árvore, uma cesta com frutas ou uma paisagem) de vários pontos de vista ao mesmo tempo. O resultado disso é a fragmentação visual desse objeto! Eram doidos esses dois? Não! Eles queriam construir obras como se estivessem construindo um edifício! Não importava para eles que o quadro não parecesse o modelo utilizado. Queriam a autonomia de suas obras em relação ao mundo aparente!

Georges Braque "O violino e o catiçal e Pablo Picasso " A violonista" 


No cubismo sintético os artistas começa a juntar os fragmentos da pintura estilhaçada da fase anterior criando novas e estranhas formas> O artista aqui parece um demiurgo que cria coisas que nunca foram vistas antes! Fascinante!
Pablo Picasso "Mulher chorando"

 Georges Braque "Mulher"

Juan Gris "guitarra e prato de frutas"











terça-feira, 5 de maio de 2009

As influências surrealistas



O Surrealismo foi um movimento artístico da primeira metade do século XX que tinha a sua estética fundamentada na psicanálise de Sigmund Freud. Pretendia como atesta o poeta e líder do movimento André Breton, liberar os conteúdos inconscientes através da Arte. Haviam várias formas para que isso acontecesse. Uma delas era através da escrita automática, ou seja uma escrita poética onde o artista escreveria tudo o que viesse a sua mente sem intervençao da razão. Assim conteúdos oníricos poderiam vir a tona em obras poéticas. Na pintura os artistas recorriam aos sonhos e suas linguagens. Para Freud os sonhos são expressão de regiões mais profundas e ocultas da psique. Eles se comunicam com a consciência através de uma linguagem que tem um código próprio (sonhos). As imagens de Salvador Dalí ( ver imagem acima), René Magritte e Juan Miró, por exemplo são fantásticas e delirantes como sonhos e pesadelos, trazendo para a arte dimensões humanas até então pouco conhecidas.
Muitos surrealistas como o alemão Max Ernst, vieram do movimento Dadaísta que pretendia destruir todos os valores e convenções sociais da civilização capitalista como a religião, o casamento, o sistema econômico de exploração, mas que evidentemente por ser nilista, não propunha nenhuma perspectiva para a humanidade caindo assim em um beco sem saída rápidamente. O surrealismo partindo das mesmas críticas ao sistema propõe a libertação do ser humano atrvés da Arte. Eram comuns as polêmicas acaloradas entre os dois grupos, precisando, em algumas ocasiões, da interferência da polícia. As posições artísticas eram defendidas com muita paixão nos anos 20. Os dois movimentos propunham a internacionalização de suas procupações. Paris, Berlim, Antuérpia, Madrid e Viena são algumas das cidades que abrigaram atividades surrealistas. André Breton definia a beleza como "O encontro casual entre um chapéu e um guarda-chuvas em cima de uma mesa operatória". Assim, a liberdade de criação estava assegurada.